terça-feira, 11 de agosto de 2009

Outro Blog?

http://donagabu.blogspot.com/

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

12:34:56 07/08/09

Ou seja, dia, hora, minuto e segundo formando 1 2 3 4 5 6 7 8 9.
Uma data um tanto especial.

Só acontece uma vez a cada século. Alguém acha que é algo especial?
Eu não diria especial, mas pelo menos diferente é.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sistema operacional Google Chrome

Bem, agora a pouco vi essa notícia, e resolvi escrever algo sobre o que está por vir.

http://googleblog.blogspot.com/2009/07/introducing-google-chrome-os.html

Google... como começar a falar do Google?

Bem, primeiro falemos sobre o que é Google.
Pra quem entende de matemática, Google uma forma errada de se escrever Googol. É a escrita fonética do número tão conhecido. E qual é esse número?

lá vai:

1 0000000000 0000000000 0000000000 0000000000 0000000000 0000000000 0000000000 0000000000 0000000000 0000000000

ou

1,0 x 10100



Ou seja, 1 e cem zeros seguidos.

Ou clique aqui e veja

Escolheram esse número pra ilustrar a imensidão de possibílidades em se usar, inicialmente, o sistema de buscas.
Ou por que eram nerds.

Depois disso, tudo foi muito rápido.
E se você não morou no meio do mato nos ultimos anos, sabe o que hoje o google representa. Ora bolas, o Blogger é do Google!
Mas vou dar uma resumida na historinha do Goooooooooooogle.

Sergey Brin e Larry Page eram dois nerds no MIT, sem muito o que fazer, jogando video-game, fazendo calculos e tudo que nós bons nerds fazemos. Mas eles não eram apenas nerds comuns do MIT, eles tinham idéias, e nescessidades. Tentando descobrir uma nova maneira de achar pornagrafia na internet sem ser inundados por anúncios de "Aumente seu pênis" (pra que aumentar o que não se usa?) eles buscavam um sistema de buscas (heeein!) mais eficientes. E tiveram uma idéia simples, classificar os sites em mais acessados, quanto mais acessados, mais relevantes e mais "em cima" no resultado. Basicamente, os sites de buscas de antigamente mostravam em ordens predefinidas, como alfabética, data de criação e etc. Se você buscasse "Globo" por exemplo, antes do site da TV Globo, teriam vários outros, já que TV tá lá embaixo. Agora digita aí globo pra tu ver!

Esse sistema simples deu aos nerds seu primeio cheque. Depois daí, começaram a botar em prática seus planos.
Um belo dia, Sergey e Larry, ou como eram chamados antes Pinky e Cérebro, estavam em sua sala em formato de Enterprise, já entediados, quando SergAy olhou pra Larry e perguntou "O que vamos fazer hoje, Larry?" ao que este respondeu "O que fazemos todos os dias Sergey, Tentar dominar o mundo!".

E como foram agressivos! Primeiro compraram a idéia de um cara lá para adicionar propagandas sem poluir os resultados das buscas com popups. Depois passou a engolir pequenos sistemas de busca, até que em menos de 2 anos, já estava fornecendo resultados pro Yahoo!. Mas foi só questão de tempo até o Goooooooogle se soltar do Yahoo! e voar solo. Com uma interface simples e leve, em menos de 5 anos já era o site mais rentável da web. As ações do Goooooooooooooooogle já valiam mais que a moedinha numero um do Tio Patinhas, e o mundo era dos nerds.
Daí, criaram várias ferramentas, images, code search e tanta coisa que acho que ninguém usa tudo isso.

Foi quando o Google deu a primeira cutucada na MicroSoft. Criou o Gmail, o melhor provedor de e-mail gratuitos da web. Numa época onde 10MB de armazenamento era luxo, a google entrou com os dois pés na porta, dando 1GB!! E só aumenta!!
Lembro como fiquei quando consegui meu convite pro Gmail, quase 7 anos atras. depois demorou mais duas semanas pra conseguir outros dois convites, pro meu irmão e pra um amigo.
Hotmail, que era pago pra espaços acima de 50MB foi pro saco.

O próximo passo foi dificil. Se você fosse um nerd espinhento, com cara de bobo, e vestido pela mãe, não conseguiria muitos amigos certo? Então Pinky e Cerebro resolveram isso comprando e criando redes de relacionamentos. Agora todo mundo que queria ter amigos, ia ter que ser amigo através do Google. Bem, nem todo mundo, mas é questão de tempo, MySpace já faliu na América Latina.
Usando os cadastros do Gmail, que já era o maior provedor de e-mail, criaram as Google Acounts. Basicamente um login unico pra tudo que é da Gooooooooogle.

Depois, se uniram a Mozilla pra dar suporte ao Mozilla Firefox, o melhor navegador de todos, e que por incrível que pareça, faz o Internet Explorer ter função! O IE agora serve pra algo muito importante, baixar o Firefox!
Firefox vem com uma barrinha de search, direto configurada no Google, você pode fazer suas pesquisas sem nem prescisar acessar o site do Google.
De longe o melhor browser de todos os tempos, o Firefox passou o IE em todos os quesitos, daí a
emputecer a Micro(Pequeno)Soft(Mole) foi um pulo. A Pequeno e Mole já havia destruído a Netscape, e planejou a defensiva. Como fizeram? Só copiaram tudo de bom do Firefox e colocaramo no IE8. Ai ai ai...
Com o Firefox crescendo muito, mas muito mesmo, os nerds viram que ali tava o que eles prescisavam, e começaram a desenvolver um Browser.
Daí saiu o Google Chrome. Leve, muito leve, bonito, parece uma Pokébola misturada com um monte de coisa. E já chegou causando impacto. Com seu código aberto, deu mais uma cutucada na Pequeno e Mole, que sempre foi acusada de roubar os códigos dos outros. O Chrome rapidinho chegou a 30 milhões de downloads, assumindo o segundo lugar em browsers mais usados.
Aí a Pequeno e Mole ficou puta das calças, e resolver não só cutucar, mas dar uma dedada no Google, criou o Bing, Bing Is Not Google, anunciando como revolucionário e inovador. Mas não é, é bem ruim.
Digitem Copo de Caos nos dois pra ver a diferença =P

Aí o Google se emputeceu, e resolveu atacar onde dói, no sistema operacional.
Windows é o pior de todos os sistemas, mas por que é o mais usado?

1 - Microsoft tem grana pra bancar.

2 - O concorrente, Linux, é uma merda. Sim, é uma merda, os caras que desenvolve, não querem que nós, usuários comuns, o usem, é aquele tipo de fã que não quer que sua banda favorita vire mainstream. Burros.

3 - Microsoft tem grana pra bancar, nunca é demais afirmar isso.


E então, como o mercado vai reagir? Google já disse que vai abrir os códigos, ou seja, softhouses e produtoras de pcs e notebooks vão poder desenvolver softwares e plataformas já pra o Chrome. Microsoft vai levar um baque? Vai ser um fracasso?
Bom, vamo ver o que vem daí, eu sinceramente espero que o GCOS seja muito bom e muito leve, não quero mais papo com windows, ainda usaria o 98 se pudesse, o vista é bosta pura...






Amplexos, KAUS

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Zu(unnnnn)mbido

...Uma bela e jovem flor, desabrochando pouco a pouco. Pétala por pétala eu a desnudo, aproveitando cada ato em sua simplicidade, cada pétala com seu próprio universo de sensações. Prestes a cair a última pétala, o botão me aparece em sorriso faceiro, olhar distante. Não resisto ao perfume sensual e me lambuzo no teu néctar...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Guardião - Despertar

Meio dia. Sol a pino. No meio de um deserto.
Em meio a cactos e mato rasteiro, terra e rochas, um pequeno lagarto observa uma estranha figura, algo que não estava lá no inicio da manhã quando ele saíra pra caçar. Rastejando pelo solo escaldante, praticamente deslizando por sobre a areia fina, ele se aproxima da figura, instintivamente cauteloso. Se fosse capaz de pensar, de distinguir, já teria identificado a figura como um homem, mas em seu cérebro primitivo, aquilo não passa de uma nova chance de conseguir abrigo ou comida, com sorte, os dois.

Os dois braços e pernas parcialmente enterrados lhe parecem raízes de uma estranha planta, o torso virado pra cima sugere uma formação rochosa. Ele se aproxima. A cada passo a figura se agiganta diante do minúsculo lagarto. Agora ele está totalmente encoberto pela sombra da estranha figura, e novamente para e observa, sendo atormentado por uma batalha de instintos, um lhe alerta do perigo, o outro lhe instiga a explorar. A curiosidade enfim supera o medo. Ele escala o corpo pelos ombros, com dificuldade, pois suas patas não são equipadas para aderir a superfícies metálicas. E há metal cobrindo o corpo, uma armadura. Uma armadura verde-negra e fosca, manchada e trincada, mas surpreendentemente brilhosa. Um brilho quase sobrenatural. Um brilho que chamou atenção não só do diminuto réptil, mas também de outras criaturas que habitam o deserto.

Do norte, um gigantesco Lobo-do-deserto se aproxima a passos largos, sem temer nada, pois é o dono do deserto, o maior predador dessa zona árida e morta. Mas mesmo ele é afetado pela longa seca que acomete o deserto, já se vão muitos meses sem uma única chuva. Sem chuva não há água, sem água a cadeia alimentar normal não pode ser seguida, plantas, insetos e mamíferos, todos morrendo aos milhares, e ele não pode caçar. Sua fome só aumenta. Nem mesmo os animais carniceiros ficam impunes, os corpos dos mortos são rapidamente engolidos pela areia do deserto. E a população do deserto diminui cada vez mais. Os grandes lobos, outrora animais de matilha, agora brigam entre si, cometendo até mesmo canibalismo. Irmãos se matam disputando caças, mães comem filhotes doentes, e, se essa estiagem incomum não cessar, os filhotes sadios serão os próximos.

O lobo que se aproxima é um exemplar magnífico da espécie. Chegando a quase um metro e meio de altura, o corpo ostenta várias marcas de combates, e o fato de ele continuar vivo sugere que ele foi o vencedor de todos. Os caninos do tamanho de facas, e mais afiados que elas, ainda manchados de sangue de sua última disputa saltam da sua enorme boca, deixando a impressão que uma única mordida dele é capaz de partir um homem ao meio. E é uma impressão correta. Os olhos, de um vermelho profundo e malévolo, estão fixos na movimentação do pequeno lagarto a sua frente. No lagarto e não no corpo.

Sua pelagem espessa e de cor dourada serve tanto pra proteger do vento cortante carregado de areia quanto pra camuflagem. Não fosse as manchas de sangue seco espalhadas pelas costas e focinho, o cheiro de carniça e morte que o acompanha ou o ranger dos dentes que a muito não cortam carne alguma, ele passaria completamente despercebido, pois apesar de seu corpo maciço, ele caminha leve pelas dunas. Suas pegadas se desfazem em segundos, ele caminha rápido demais pra deixar marcas profundas. Ele avança.

O Lagarto continua sua exploração, tenta achar buracos pela armadura, procura abrigo, mas descobre que a ela é impenetrável. Ele corre pelo peitoral da armadura, passa sobre uma inscrição em alto-relevo, um desenho gravado em ônix. Finalmente ele encontra uma fresta, um pequeno e estreito buraco, feito de fora pra dentro, na altura do pescoço. Mesmo esse buraco ainda é pequeno demais pro lagarto que tenta sem sucesso se infiltrar, instinto de sobrevivência falando mais alto, já sente a presença do lobo. Ele sobe, passa pelo então despercebido rosto da figura semi-enterrada, e descobre dois lugares pra se esconder. A figura não tem olhos.
O lobo agora já está bem próximo, cheira o corpo, todos os pelos do seu corpo se eriçam, ele sente em suas entranhas que aquilo não pertence ao deserto, que mesmo ele, o maior dos predadores, deve temer a figura negra que se projeta pra fora das areias. Ele sente que deve se afastar. Mas não o faz. A fome é maior, e ali está a chance de sobreviver mais algumas semanas. Ele abre a boca devagar, mandíbulas grandes o bastante pra abocanhar todo o torso enterrado. Fome contra medo, a fome sempre vence. Ele morde com força suficiente pra esmagar rochas, mas ao invés estraçalhar o corpo, seus dentes se partem e estilhaçam. Ele pula pra trás em claro desespero, a boca sangrando, ganindo de dor. O lobo esperneia saltando, e de súbito pára, calado, sem emitir som algum.

Uma luz fraca e azulada vem da direção dos olhos, mas o lagarto a ignora, estava atento ao movimento que veio debaixo da terra, uma lâmina negra e brilhosa subiu tão rápido que o lobo não teve chance, e em instantes partiu a barriga do logo longitudinalmente, matando-o em segundos. Praticamente hipnotizado, o lagarto não percebe a figura se levantando, e a luz que vem dos olhos, mesmo lugar que ele havia escolhido como abrigo, aumenta de intensidade à medida que a espada negra absorve o restante de vida no corpo do lobo. Já de pé, a areia escorre do corpo da figura. Armadura completamente escura, tons de verde e preto, espada longa de lâmina estreita em punho, os olhos brilham com intensidade absurda, transformando a pobre criatura em pó pelo simples contato.

O Guardião Insano havia novamente despertado, e sua espada havia mais uma vez provado o gosto da matança. Esse mundo não está preparado pra o que o Arauto do Caos representa...

Comentário - Guardião

"Guardião" é um conto imenso, e ainda não terminado, iniciado a alguns milhares de anos, e sem data pra acabar. "Guardião" conta a história de um dos quatro primeiros Guardiões do Abismo. Conta também como ele se tornou Guardião, e o que esse fardo causou a ele.

GodHunter, um dos quatro, foi quem melhor definiu o que é o Abismo:

"O Abismo é uma metáfora muito utilizada para representar o medo que o homem sente. Toda concepção escatológica da existência humana refere-se a um abismo. Seja o abismo de Pascal, que o acompanhava à esquerda, fazendo-o nunca esquecer que era humano e falível, ou o de Dante, que o classificara como inferno. O Abismo está presente desde sempre em nossos medos e anseios.

O Abismo é o interior da alma humana onde está alojado tudo o que somos medos e certezas. Certezas que somos impelidos a afundar no nosso âmago porque não vivemos sós e não podemos nos dar ao luxo e libertá-las.

O Abismo não é um lugar, e nem um objeto. É aquilo que todos podemos encontrar, mas não cabe a nós dizer nem como, nem onde, nossa função é assegurar de que aqueles que o encontrem o usem com sabedoria, e evitar que aqueles que nunca o encontrarão, o lancem ao esquecimento. Alguns podem considerá-lo como especulação religiosa, um conceito pagão ou abissal. Sempre esteve, o Abismo, acima de todas as religiões, e todas sempre o procuraram, seja na foram do Anel de Nibelungo ou como Graal, mas todas buscaram aquilo que não sabiam.

No abismo, seja ele inferno ou céu, está a resposta de tudo aquilo que sempre perguntamos em vão. Mas infelizmente nem todos conseguem alcançá-lo, e alguns não deveriam. Por isso, por incontáveis eras sempre existiram aqueles que preservavam a sua existência, sua integridade, e garantiam que o Abismo cumprisse o seu propósito.

Desde sempre houve Guardiões, não somos os primeiros, nem os últimos, sempre existiram aqueles que protegiam da humanidade seu maior tesouro, aqueles que lutavam pelo equilíbrio das coisas. Pois nem todo o saber é preciso, a informação é arma nas mãos dos ignóbeis.

Durante séculos protegemos aquilo que a humanidade sabe existir, mas não quer procurar, e aquilo que aqueles que não sabem procuram,...Esse é nosso fardo."

Não é minha intenção converter, pregar, incentivar, quero apenas contar uma história que me foi contada, e que antes foi contada a quem me contou... quero dividir e fazer a lenda viver.


Fiquem com as histórias, fábulas, contos, e espero que apreciem.

Ícaro KAUS Igreja.

Dias - Sítio

Ele não tirava os olhos dela...

Olhando contra a luz dos faróis do carro, sua presença era quase sobrenatural, como uma aparição, perfeita em sua magnitude. Insistiu pra que ela entrasse na piscina. A água, escura e de aparência suja, vinda de um riacho desviado e devidamente barrado, parecia gelo. O frio o incomodava, seus pés já estavam enrugados e quase dormentes, mas mesmo assim ele fazia de tudo pra não demonstrar o desconforto, queria, mais que tudo, ficar essa última noite com ela.

Ele insistiu, e insistiu. Ela cedeu, também queria ficar o máximo de tempo com ele. Ela se abaixou, ele a segurou pela cintura, e, devagar, a trouxe pra dentro da gélida piscina. A camada superficial da água rompeu-se num estalo surdo. Ela tremeu, e suspirou, e reclamou, mas assim que os dois ficaram juntos, olho no olho, nem todo o frio do mundo poderia separá-los, não naquele momento. Eles se beijaram, repetidas vezes, hora com carinho, hora com apreço, hora devagar, mas sempre com paixão. Ele a puxou pra junto de si, a beijou e abraçou, com força. A envolveu com os braços, a trouxe pra tão perto que sentiam o arrepio da pele um do outro. Tudo era tão surreal, tão magnífico, e apesar de tudo que ela havia dito na noite anterior, ele sabia, tinha certeza absoluta, que ela também estava sentindo o mesmo. Amor.

Ela o beijava tão intensamente que o surpreendeu. Sua mão o apertava, procurava ao mesmo tempo carinho e calor. Ele a levantou, ela o enlaçou com as pernas. Passeavam pela piscina escura, amigos bebiam e cantavam, dançavam ao som de músicas que ele não reconhecia, e que se reconhecesse, de certo desgostaria, mas não dava atenção a mais nada, só a ela. O frio aumentava do lado de fora.

Passaram bons minutos na piscina, o frio se tornou insuportável, e ele teve que admitir que fora derrotado, agora era a vez de ele ceder, e saíram da piscina. Sem muitas opções, e querendo ficar a sós com ela, sugeriu que fossem para o seu carro. Pra sua surpresa e alegria, ela aceitou. Percorreram a passarela coberta de lodo de mãos dadas, ele lhe cedeu sua toalha, o vento frio quase o derrubou, mas ele resistiu. O carro estava perto, e começou a vislumbrar as possibilidades e implicações daquilo. Ele e Ela, pela primeira vez, sozinhos em tanto tempo, agora maduros, e com vontades a tanto controladas aflorando. Chegaram ao carro. Ele disfarça o tremor nas mãos como culpa do frio.

Enrolada na toalha branca, ela se sentou ao lado dele, se mostrava muito mais calma e a vontade do que ele. Ele mais que tudo queria estar ali, mas tinha medo. Medo de criar expectativas, medo de não corresponder a essas expectativas, medo de fazer alguma bobagem e estragar tudo, de novo. Ela agora despia-se da toalha que a aquecia, ficando apenas com um pequeno short jeans, e a parte de cima de um biquíni azul celeste. Que visão esplendida!
E foi assim que o medo, tão de repente quanto veio, se foi. Pra ele, todos os temores eram irrelevantes, tudo o que ele queria estava ali. Ela estava ali, na sua frente, linda. Ele a beijou, como havia beijado várias vezes antes, mas esse tinha um sabor especial , esse era, sentia ele, o beijo decisivo, o beijo que definiria tudo. Sabia disso. Apertou-a na cintura, subiu devagar a mão pelas suas costas. Ela o mordia, de leve, e carinhosamente atrapalhado, ele tentava baixar os bancos do carro, mas o entusiasmo quase infantil e a excitação de adolescente não o deixavam calcular os movimentos... Ele estava adorando isso. Sorria para si mesmo.
Ela o ajudou a baixar os bancos. Ele se deitou pra recuperar um pouco de fôlego, e involuntariamente a puxou pra junto de si. Ela veio, devagar, linda, dominante e provocante.

Beijou-o devagar, e ficou por sobre ele.
Ele acariciava o seu rosto, ela o beijava.
Ele a apertava, ela o mordia.

Ele acariciava a sua nuca, mas, nervoso, às vezes apertava com força, ela apenas sorria, e o beijava ainda mais. Ele desceu as mãos pela sua cintura, acariciou-lhe as coxas, e sentiu-as ainda arrepiadas do frio da água. Ela por várias vezes tomava o controle, e o provocava. Ele adorava isso.

Devagar, ele a puxou pra cima de si, e eles se agarraram ainda mais. Ele já não tinha pudor, pudor não cabia mais nessa altura. Mordiscava o pescoço seu de leve, e muitas vezes parava para olhar, como quem quer confirmar se está tudo acontecendo ou se é um sonho, um sonho do qual não queria acordar. Ela sorria, linda como sempre, e ele a beijava de novo. Ele percorria o corpo dela com as mãos, frenético, acariciava as coxas, apalpava a bunda, apertava a cintura, mordia e beijava a barriga. Ela se insinuava, o apertava contra o banco do carro, beijava-o como quem tem sede...

E, na escuridão quase total, quebrada pelas luzes do rádio que ele ligara com o joelho, eles estavam sozinhos, mesmo com muitas outras pessoas perto. Ela o seduzia, o beijava, ela mordia os lábios dele, ele já sentia a dor das mordidas, mas eram dores que o faziam sentir que tudo aquilo era verdade. Ela mexia o ventre sobre ele, e ele a puxava, a apertava, ela o beijava.
Ele se pôs sentado, e, devagar, levantou o seu soutien, ela apertava e puxava seu cabelo. Ele devagar beijou a sua barriga, foi subindo, mordendo, beijando, lambendo, acariciava-a ainda mais, hora as coxas, agora não mais arrepiadas da água, e sim da situação, hora a bunda, por baixo do short molhado e já devidamente desabotoado. Ela o beijava o pescoço, ele chegava aos seus seios. Os acariciou com as duas mãos, apertou. Ela suspirou, forte.

Ele beijou o seio dela...
Devagar, com paixão, mordiscou e lambeu, ela apertou o seu cabelo com força. Ele a levantou e deitou-a no outro banco. Beijou-a com vontade, coração acelerado, abraçou-a, puxou-a contra o seu peito, a beijava apaixonado. Desceu as mãos, agora já sem medo, ela o abraçava e o beijava, os dois suspiravam juntos. Ele demorou-se acariciando a sua barriga, desceu a mão esquerda pela sua coxa, dedilhou-a com as pontas dos dedos, devagar abriu as suas pernas. Ele agora suava e o coração acelerava como nunca havia ocorrido em toda sua vida, devagar, ele abriu o zíper de seu short.

Ela suspirou mais forte.
Cada secção do zíper que descia era uma eternidade, ela o beijava, ele a beijava, ansiosos. O zíper chegou ao fim e ele a olhou no olho. Parecia repetir o gesto do primeiro encontro, quando pediu-lhe um beijo. Ela nada disse. ele desceu a mão por baixo do short, por entre as suas pernas...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Eletronik




quarta-feira, 11 de março de 2009

Vida Boêmia

De um grande amigo, daqueles que só se encontra onde e quando não procura, meu bom e velho Putil do Mato... Virgílio Gazire:




Vida Boêmia


Tenho por meu palácio as longas ruas,
Passeio a gosto e durmo sem temores...
Quando bebo, sou rei como um poeta,
E o vinho faz sonhar com os amores.
ÁLVARES DE AZEVEDO


Eu bebo todo o vinho que me é oferecido,
E me delicio com a visão de tantas belas,
Com o cigarro à mão recito alguma coisa,
E logo em minha casa se fecham as janelas...

Não nego que a carne muito me seduz,
Sou filho do amor, minha vida é o prazer:
E se à noite me morde a febre da luxúria
A musa de alva pele vem aqui se enrubescer...

Quando bebo, ergo o copo aos meus amigos,
Sei que é difícil levar existência tão sofrida:
Quase sem riquezas e de amores condenados;
Mas se os tenho não há como reclamar da vida!

Bem sei que me falta muito ainda a aprender,
Mas coisa ou outra o tempo me ensinou:
Não me abalo por nenhum perfume feminino
E nem pelas lágrimas de alguém que nunca amou!

Não costumo cultivar nenhum mau sentimento
Mas também não me permito ser alvo de injúria
Se alguém me fere, por mais forte e vil que seja
Há de conhecer no mesmo instante a minha fúria!

Se viva alma, que seja por descrença ou por vaidade
Quiser provar que minto nos versos que estou a dizer
Que venha tirar minha suposta fantasia de poeta,
E me verá a sorrir, molhar a pena e tornar a escrever...

terça-feira, 10 de março de 2009

Dias - Capítulo Um

O Dia Seguinte

Acordou com um sorriso no rosto, e forçou a memória em busca do dia de ontem, teria sido um sonho ou era real? Tinha que ser real, desejava que fosse real, ainda sentia o cheiro dela, podia visualizar cada pedaço do rosto dela, sentia o toque das suas mãos... Era real! Levantou-se e foi tomar café.
Pouco fez durante o dia, tudo parecia tedioso demais, não conseguia terminar nada, a comida não abria o apetite, as horas passavam devagar demais e a todo momento ia pra fora e espiava o movimento, quem sabe ele a encontrava. Foi mais longo dia que já tivera.
À noite ele tomou banho por quase trinta minutos, penteou os cabelos com esmero, escolheu uma roupa que não usava normalmente e perfumou-se, coisa que nunca fazia. Olhou para o espelho como quem espera aprovação, fez algumas poses, respirou fundo pra tomar coragem e saiu de casa.
Seus amigos já estavam na porta esperando para saber o que ocorrera no dia anterior, e ouviram tudo em detalhes tão precisos que ficaram impressionados, mas quando ele respondeu que não haviam se beijado, todo o trabalho que teve ao pentear os cabelos foi por água abaixo, pois o agarraram e o sacudiram e o despentearam. Isso normalmente teria resultado em alguns socos e xingamentos, mas ele apenas se recompôs e sorriu. Olhava incansável para o fim da rua, onde um grupo de meninas conversava e ria alto, mas não conseguia identificar ela no meio do grupo, e começou a pensar se só ele havia sentido tudo aquilo no dia anterior, ou se tinha imaginado coisas.
Passaram algumas horas, e as brincadeiras que geralmente o faziam rir agora irritavam, músicas que o agradavam agora causavam dor de cabeça, e ele estava ficando irritado com tudo que normalmente fazia nas suas noites de férias. Um amigo o indagou sobre o motivo da insatisfação, e teve como resposta um “nada não” choroso, seguido de um suspiro. Os amigos agora falavam do episódio do desenho favorito de todos, e ele apenas olhava pra cima com as mãos nos bolsos, imaginando o que tinha feito de errado. Seria por causa do beijo no rosto? Ela estaria pensando que ele não quisera beija-la? Se fosse, ela entendera errado, ele apenas queria saborear mais algum tempo a paixão que o arrebatou na noite anterior, queria beija-la sim, mas queria que fosse em um contexto mais apropriado, queria dizer as palavras certas na hora certa, queria que fosse mágico e inesquecível. Mas parece que havia feito a escolha errada.
Seus pensamentos foram interrompidos por sorrisos vindos do grupo de meninas, e mais uma vez ele olhou esperançoso para elas, mas não a encontrou. Com os olhos tristes olhou para os amigos e tentou esquecer da noite passada com piadas e brincadeiras, mas tinha mais vontade de chorar do que de sorrir. E percebendo a tristeza do amigo, alguém sugeriu que fossem pra outro lugar, e todos foram, menos ele. Deu um ultimo olhar para o fim da rua, e abriu a porta de casa, não queria sair de lá nunca mais. Sentou-se no escuro, e liberou a raiva e a tristeza com socos no chão.
Depois de alguns minutos, levantou-se e bebeu água, quando ouviu palmas vindas da porta. Guardou o litro e foi ver que chamava.
Era um dos amigos, e lhe trazia um recado. Ela não pode sair hoje, disse ele, mas pediu pra você ir lá.
Ele agradeceu o garoto, e mandou avisar que estava indo. Arrumou o cabelo de novo, se recompôs, abriu a porta e olhou em direção a casa dela, e dessa vez a viu. Estava debruçada por sobre um gradeado, olhando parar ele. Via apenas a sua silhueta, mas sabia que era ela. Devagar caminhou para o fim da rua, tentando conter a ansiedade, e pensando no que dizer. Passou pelo grupo de garotas, que sorriam e murmuravam, e chegou em frente à grade.
Ela estava de cabelo preso, com uma blusa branca e saia. Suas mãos estavam juntas, em concha, olhava para baixo enquanto balançava a perna esquerda um pouco levantada. Parecia mais linda que nunca, mesmo estando menos arrumada que na noite passado. Ela levantou o rosto e sorriu, tímida. Ele disse boa noite.
Ele colocou as mãos entre as dela, e finalmente sentiu-se calmo. Olhou-a por alguns segundos, percorrendo todos os detalhes do seu rosto novamente, como que querendo saber se todos estavam lá. Ela sorriu novamente, e ele sentiu as pernas tremendo e o coração acelerando, mas era uma sensação gostosa, um medo benéfico, fazia-o sentir-se mais vivo que nunca. Retribuiu o sorriso, e levou a mão direita ao rosto dela, acariciando-a com a parte de fora dos dedos. Ela fechou os olhos.
Ele agora tocava o rosto dela com as pontas dos dedos, em movimentos leves e delicados, sentia aquele rosto como se fosse um cego sentindo algo, memorizando cada curva e detalhe. Passou pela orelha, desceu para a nuca, pescoço e ombros, com o indicador e o polegar segurou o queixo, ela agarrou sua mão e apertou forte. Aproximou-se devagar, viu quando ela molhou os lábios, encostou a testa na dela, os narizes se tocando, ambos respiravam fundo, as bocas separadas apenas por milímetros, mas ele já sentia o gosto dos seus lábios, colocou a mão esquerda na nuca dela, e acariciou levemente. Abriu os olhos e perguntou se podia beija-la, e o silêncio foi sua resposta, e ele tomou isso como um sim. Prendeu a respiração e moveu a boca em direção à dela, a distância entre os lábios era mínima, mas o tempo que ele levou para percorre-la pareceu enorme, mas finalmente as duas bocas se tocaram. Primeiro ele beijou o lábio inferior, seus dois lábios molhados e trêmulos apertando-o suavemente, num beijo preliminar, depois mordeu devagar, enquanto acariciava a nuca dela, e soltava o ar preso nos pulmões lentamente. Beijou o lábio inferior novamente, agora com mais vigor e passou a língua por ele devagar. Ela suspirou, e apertou a mão dele com entusiasmo, enquanto retribuía o beijo. Era a primeira vez que ela beijava alguém, mas foi um dos melhores beijos que ele já deu. Por alguns minutos continuaram aos beijos, hora mais curtos e suaves, hora mais longos e profundos, e em sincronia pararam. Não disseram nada um ao outro, deixaram que os olhos falassem. Eles diziam eu te amo.
Despediram-se com um pesar enorme, passaram apenas alguns minutos juntos, queriam poder se abraçar, queriam poder dizer tudo que sentiam. Perguntou se ia vê-la no dia seguinte, e combinaram tomar sorvete. Ele sorriu, deu um ultimo beijo na testa, esperou ela entrar, e foi pra casa. Deitou-se na cama, satisfeito, deu um sorriso, suspirou, e dormiu. Sonhou a noite toda com ela.

domingo, 8 de março de 2009

Dias - Prefácio

Eles se conheceram através de amigos. Ele tinha dezesseis, ela tinha treze. Ele já conhecia o namoro, ela nunca havia beijado alguém. Ambos nunca tinham se apaixonado de verdade, ambos eram tímidos, ambos saíram de casa naquela noite sem nenhuma pretensão, nenhum queria estar lá. Nenhum deles esperava encontrar o amor dessa maneira...
Sentaram-se a uma distância razoável um do outro, e nos primeiros minutos somente ele, um pouco menos tímido, falava. Ela apenas o observava, mais preocupada se a mãe apareceria, ou em saber o que suas amigas achavam dele. Ele falava sem parar, às vezes sobre o cachorro, às vezes sobre a escola, mas nada realmente interessante, também estava nervoso, pensando na prova que faria no outro dia, ou no que aconteceria se seus amigos aparecessem de repente. Nenhum dos dois estava realmente gostando da situação.
Passou-se uma hora, ele já estava suado, e ela bocejando. A todo minuto ela olhava de um lado para o outro, a procura de algo que parecia não estar em lugar nenhum. Ele por sua vez já havia desistido de achar algo interessante pra falar, e agora contava histórias aleatórias que apareciam em sua cabeça com rapidez alucinante, e ela, que já não falava muito, ficou mais quieta ainda. Parecia que nada poderia quebrar a camada de ar espesso e gélido que se formava entre os dois.
Ele agora parara de falar, e escutava ela dizendo que não podia estar ali, que sua mãe a repreenderia se a visse sentada sob um pé de acácia, conversando com um garoto desconhecido. Disse que tinha que ir embora. Ele não fez objeção alguma, na verdade já pensava no que ia fazer agora que aquela situação embaraçosa havia chegado ao fim. Fingiu tristeza pelo fim da “agradável” conversa, levantou-se primeiro, pois havia apreendido que era assim que cavalheiros se portavam, e ofereceu a mão em ajuda para levantá-la. Ela, relutante, estendeu a mão, e ele a puxou com pouca delicadeza. Agora estavam de pé, de mãos dadas, e aquilo parecia tão natural, que passaram quase um minuto inteiro desse jeito, apenas olhando-se nos olhos. Esse um minuto pareceu imenso para ambos. E pela primeira vez na noite ela sorriu. Era um sorriso estranho, que demonstrava vergonha e alegria ao mesmo tempo, sorriso acompanhado de olhos piscando e um longo suspiro. E ele se encantou com aquela expressão singular, e de repente não queria mais soltar as mãos dela.
Ele rompeu o silêncio, primeiro com um gaguejar impronunciável, depois com um sorriso desconcertado seguido de mais sons estranhos, que ao invés de assustá-la, fizeram-na sorrir mais uma vez, e os dois sorriram juntos de nada, um sorriso gostoso e relaxante. Ele sentou pra tentar se acalmar, e ela acompanhou-o, sentando quase ao seu lado. As mãos continuavam entrelaçadas. Ele agora olhava atentamente o rosto dela, e se perdeu nos detalhes do mesmo, um sinal, uma pequena cicatriz, as orelhas assimétricas, o nariz com um leve avermelhado, os lábios finos e atraentes, os olhos brilhantes e castanhos, o pescoço comprido, e tantas coisas que poucos notariam, mas que para ele eram como obras expostas em um museu. Ele apertava delicadamente as mãos dela a cada novo detalhe.
Ela havia esquecido o medo da mãe, e agora falava. Falava e ele concordava com tudo, com um aceno da cabeça ou com um “uhum” por entre os lábios que sorriam involuntariamente. Ela o olhava com curiosidade, parecia procurar algo no rosto redondo e bonachão dele, e por varias vezes fixava o olhar nos lábios dele, e suspirava.
Por mais duas horas conversaram, e apenas conversaram, mas agora qualquer assunto parecia interessante, fosse sobre o cachorro ou sobre as fôrmas de gelo redondas que ela tinha. Falaram sobre escola, filmes e música, e não tinham sequer uma preferência em comum, mas não parecia importar, compartilhavam algo muito maior, compartilhavam calafrios e olhares, batidas de coração aceleradas e carícias nas mãos, suspiros e sorrisos. Estavam apaixonados.
O tempo passou tão rápido que eles não perceberam que já não havia mais ninguém na rua. Era hora de entrarem. Ele a levou até a porta de onde ela morava, conversaram por mais alguns minutos e se despediram. Com as mãos dadas a altura dos ombros eles se olharam nos olhos mais uma vez. Ele aproximou seu rosto do dela, os narizes se tocaram uma vez. Ela apertou as mãos dele com força, e as baixou, agora eles estavam a apenas alguns centímetros um do outro, o queixo dela tocava levemente o peito dele. Enquanto ele olhava pra baixo, ela havia fechado os olhos. Ele apertou as mãos mais uma vez, mordeu os lábios, respirou fundo e puxou-a para junto dele, podiam sentir o coração um do outro num palpitar desenfreado. Olhou-a uma outra vez, ela mordia os lábios e estava ofegante, esperava o primeiro beijo. Ele disse boa noite, e a beijou, no rosto.

Sonâmbulo

sexta-feira, 6 de março de 2009

Dramomatopéia

Num dia comum, no consultório do renomado médico alemão Dr. Huumpf, um paciente que parecia ter sido curado, retorna:

- Bom dia doutor.
- Bom dia meu caro, como estamos hoje?
- Nada bem doutor, nada bem.
- Mas o que aconteceu?
- Estou em desuso, meu bom doutor.
- Desuso? Explique-se melhor, por favor.
- Doutor, ninguém mais me usa. Sou ultrapassado.
- Ora não diga isso, tenho certeza que muitas pessoas ainda precisam de um bom sorriso!
- Claro que precisam doutor, mas essa nova geração de sorrisos... Essa bosta de nova geração de sorrisos... Eles são, no mínimo, esquisitos.
- Defina esquisitos.
- Esquisitos! Diferentes!
- Calma, não se exalte. Vamos fazer assim, conte do início e trabalharemos em cima dos fatos.
- Tudo bem doutor, tudo bem.
- Fique a vontade, relaxe e conte.
- Começou já tem um tempo doutor, mas eu não queria acreditar. Não me leve a mal, mas eu sempre fui bom em meu trabalho. Sempre que alguém precisava escrever um belo dum sorriso, uma risada gostosa, e até de uma gargalhada, lá estava eu. Sempre fiz meu trabalho como deve ser feito, nada complicado. Um Agá, um Á, outro Agá, outro Á, mais um Agá, mais um Á. Básico. HAHAHA. Esse sou eu doutor, HAHAHA.
- Sim, eu lhe conheço, não se lembra que tivemos várias sessões de terapia familiar, você, seu irmão HEHEHE, por causa de todo aquele problema de, digamos, preferências não ortodoxas de seu irmão HIHIHI?
- Nem me lembre desses dois, doutor, que desapontamento, como uma risada infantil foi virar uma risada de vi...
- Que é isso senhor HAHAHA, vai estragar todo nosso tempo de terapia, já lhe disse que é perfeitamente normal que ele se sinta atraído por outros tipos de onomatopéias.
- Eu sei doutor, mas é que ele se envolveu com um tal de Ouch!, Passam o dia trancados no quarto, é Ouch! Pra lá, HIHIHI pra lá... Assim não dá doutor!
- Deixemos isso pra depois meu jovem, continue seu raciocínio.
- Então doutor, como eu disse, sempre fiz meu trabalho direitinho, tudo nos conformes. Sem correr riscos, eu sei, mas também sem causar problemas. E foi então que aquele mauricinho americano apareceu!
- E quem seria esse?
- O BWAHAHA.
- BWAHAHA? Não me parece tão diferente de você.
- E não é! Olha que absurdo! Ele me copia! Só apareceu com uma letra nova, dessas que nem tinha no nosso alfabeto antigamente! Como eu ia saber que queriam um Dáblio numa risada, se nem existia Dáblio naquele tempo? Como doutor, me diga!
- Calma, não foi sua culpa, recomponha-se.
- Desculpe doutor. Mas é que eu investi tanto em marketing pessoal, pra fazer as pessoas entenderem que Agá mais Á tem som de RÁ.
- HUUMPF!
- Mas continuando, esse mauricinho me roubou vários empregos. Primeiros em gibis, os jovens já não gostavam do simples e direto, queriam novidades. Eu não me magoei, entendi, na verdade nem me chateei, afinal, ainda tinha bastante trabalho. Festas de crianças, palhaços, revistas infantis. Mas então doutor, mas então... Então veio a internet... Ela acabou com tudo!
- Conte-me mais sobre isso.
- As pessoas começaram a usar cada vez mais o BWAHAHA, e logo depois seu primo MWAHAHA veio seguindo a onda. E depois de um tempo, nem revistinhas me queriam mais. Fiquei sem emprego, sem pagar aluguel, se não fosse o meu irmão HEHEHE que havia arrumado um emprego fixo numa série de desenhos, como a risada de um velhinho meio excêntrico, eu teria morrido de fome!
- Você realmente me parece mais magro.
- É doutor, emagreci tanto que virei HAHA. Pra piorar tudo!
- Piorar tudo? Você me parece bem em forma como HAHA.
- Que nada doutor, é só aparência. O pior é que HAHA! É uma risada patenteada, lá daquele desenho da família amarela, aquele que faz muito sucesso.
- Sei qual é, um homem de meia idade obeso e obtuso vivendo com uma filha hiper-dotada, um delinqüente, uma mulher com sérios problemas de atenção, e uma criança que parece não crescer. Que família!
- Essa mesmo doutor. Aparentemente existe um personagem que sempre que alguém se dá mal diz HAHA!. Imagina isso doutor, fui patenteado! E nem voltar a minha antiga forma, eu posso, quando fiz meus primeiros HAHAs, uns brutamontes pensaram que eu estava mangando deles, e me espancaram. Pobre de mim doutor.
- Situação difícil meu caro.
- E põe difícil nisso doutor. Mas isso ainda não é o pior.
- E como não?
- Claro que não. O pior veio depois.
- HUUMPF.
- Depois disso tudo, apareceu um tal de KKKKKKKK.
- E o que é isso? Um canto de alguma ave tropical?
- Nem! Dizem que é um sorriso.
- Ultrajante. Nem mesmo soa como um.
- Pois não é? Eu disse a mesma coisa. Meu único consolo é que o BWAHAHA morreu de overdose, e o primo dele ta foragido.
- HUUMPF!
- Sei que não devia pensar mal dos outros, mas as risadas deles eram extremamente provocativas.
- Huumm...
- Doutor, esse KKKKKKKK me pôs em maus lençóis. Ninguém me usa mais! Estou sem emprego, sem futuro.
- Não diga isso, outros também enfrentaram esse problema e perseveraram.
- Cite um doutor.
- Vejamos. Que tal o bom e velho Bang!? Ele ainda está por aí.
- Mas não foi como devia. Ele virou matador de índios no Velho-Oeste. Eu sou muito pacífico, fui criado pra sorrir.
- Arf?
- Também não, cachorros hoje até falam!
- Mesmo assim, existem soluções.
- Eu sei doutor, e na verdade vim até aqui com uma solução pronta.
- Que ótimo! E qual seria?
- Vou me tornar outra onomatopéia.
- Inteligente. Mas isso é possível?
- Vamos ver.
- Por que está indo até a janela?
- Pra apreciar a vista doutor.
- Cuidado, são 45 andares.
- Eu sei.
- PARE! Que loucura! Desça desse parapeito.
- Tudo bem doutor, é parte do plano. Até mais tarde.

A
A
A
A
A
H
H
H
H
H
.
.
.

SCATAPLOFT!!

...

Minutos depois:

- Acorde! Acorde!
- Doutor! Deu certo doutor? Mudei? Sou uma nova onomatopéia agora?
- Sim, você é.
- Então estou bem. Mas por que essa cara?
- huumpf...
- Doutor?
- Você... Você não está bem.
- Mas doutor, eu me sinto bem!
- Sim, mas você pulou de muito alto.
- Muito alto?
- Isso. Se fosse só um PLOFT, eu poderia lhe ajudar. Mas um SCATAPLOFT... É muito sério.
- Sério? Sério quanto?
- Só tens alguns segundos de vida. Já chegaram os COF COFs. Eles nunca são bom sinal.
- COF. COF COF. Doutor... UGH.
- Passou pra o UGH. Só falta o GASP.
- Doutor.. GAS... GAS...
- Calma... Acho que tenho a solução.
- Doutor... diga o que eu devo... UGH. COF COF.
- Sorria.
- Não entendo doutor.
- Sorria! Vamos, uma vibrante gargalhada.
- Mas não tenho motivo... GAS...
- Vamos! Sorria! Só falta um Pê pra um GASP completo. Pense em algo divertido!
- Ah... UGH
- Isso, continue!
- aha... COF COF.
- Mais um pouco!
- ahahaha… ahahahah
- HUUMPF! Só isso não é o bastante!
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!
- Mais! Mais!
- KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
- Isso! Assim mesmo! Pronto, ponha-se de pé!
- Doutor! Estou bem!
- Sim, novo em folha, e até melhorado.
- Sou HAHAHAHAHA agora.
- Sim. Mas me diga, em que pensou pra soltar tal gargalhada?
- Pensei o quanto devia ser engraçado eu ter me jogado de um prédio pra virar outra coisa, e ser salvo pela risada que eu odiava.
- Isso é, sem dúvida, deveras embaraçoso.
- Mas doutor, como sabia que sorrir me salvaria?
- Simples meu caro. A dor de um PLOFT, até mesmo de um SCATAPLOFT, logo se acaba. Já uma boa risada, essa dura pra sempre.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Manual do Metiroso.

Capítulo 00 - Não Minta!

Isso mesmo, Não minta. Nunca Minta. Mentir faz mal a saúde e faz crescer o nariz. Voce deve sempre dizer a verdade, mentiras sempre atraem mais mentiras, mais problemas, nada de bom pode sair de uma mentira. Se você não quer acabar com sua vida, pegar fama de mentiroso, não minta!

Dito isto, prossigam por sua conta e risco ao capítulo 01.


Capítulo 01 - Sempre diga a verdade.

Nem que seja só uma parte dela... A melhor mentira é aquela que tem em grande parte uma verdade. Não invente nada, apenas altere as pequenas partes nescessárias. Criar algo do nada, além de difícil pra quem não tem criatividade, é perigoso. Qualquer um pode lhe entregar, desmentir e o diabo a quatro. É mais fácil dizer que estava em tal lugar se você realmente foi a esse lugar. Lembre-se que sempre alguém conhece alguém que conhece o primo de alguém que namora com a cunhada de alguém que foi pro lugar, e disse que não te viu lá. Se você esteve lá, pode confirmar que o garçom tava vestido a cueca por fora, que fulano brigou com sicrano e etc. Já se você não esteve lá...

quarta-feira, 4 de março de 2009

6 coisas, 6 links...


Seguindo a hype (e por que senão a LaíZ me bate...)

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1 - Durmo com nove lençóis (pelo menos), um pra baixo do pescoço, um pra cada lado da cabeça, um pra cobrir os olhos, um só pros pés, outro pra baixo dos joelhos, e o resto pro resto.

2 - Reprovei na 8ª série, Religião e Matemática, hoje gosto muito (e sei alguma coisinha) de matemática, mas ainda odeio religião.

3 - Tenho a orelha direita maior que a esquerda.

4 - Conto as coisas. Sempre conto as coisas. Fico parado, contando telhas, janelas, portas, qualquer coisa, fazendo e procurando padrões. Pra dormir conto meus dedos, em sequências e "MdCs" diferentes.

5 - Eu realmente gosto de Moskau!

6 - 90% do que dizem que eu menti, eu não menti. 90% do que eu menti, ninguém sabe.

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CremE
Z
LaídiZ
Pikachu
Gau (Cássio)
Meu 8


Done, now its with you!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Vídeo do dia

Defeitos

Meus defeitos me definem,
Meus defeitos me difamam.
Os defeitos que denigrem,
São defeitos que outros amam.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Hail!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Congrats!

Azul
Irmão
Idiota
Bosta
Fresco
Estúpido
Bixa
Assaz
Genioso
Bosta?
Bosta!
Ovão!
Amigo
Inimigo
Mion
Ney
P.l.a.p.
Serj
Felizardo
Doug Funny
Venta!
Que Venta!
Ô Venta!
Grosso
Feio
Feio pra caralho
Espelho
Sangue
Irmão
Leal
Modelo
Herói
Ídolo

Parabéns pra tu bosta!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

RANT!

Inaugurando a área que eu mais gosto, essa, senhoras e senhores, é a seção RANT!

Isso mesmo, maiúsculo e com ! EXCLAMAÇÃO!.
Explicando: Rant em inglês significa Rancor. Rancor vocês todos sabem o que significa, e se não sabem, azar.
Vou usar o espaço pra falar o que eu quero falar, de quem eu quero falar, sobre o que eu quiser, e como o titulo já diz, não vai ser nada bom.

Abrindo os trabalhos, vamos a um termo moderno. MPX.

O que seria MPX? Seriam os Mp3, Mp4, Mp5... MpN...
A questão aqui, é que NÃO EXISTE ESSA PORRA DE MP478145578 caralho!!
O MP vem de MPEG, que por sua vez significa Moving Picture Experts Group.

Detalhes podem ser encontrados aqui.

Mas pra quem tem preguiça, vou dar uma explicada. MPEG é um sistema de indexação de imagens e sons, de alta qualidade, onde áudio e vídeo são tratados em canais separados. Assim, imagine aquela brincadeira infantil que você fazia lá na quarta série, desenhar um monte de bonequinhos no canto do livro e depois passar rapidamente as páginas até os bonequinhos começarem a fazer o que quer que você tenha pretendido que eles fizessem. As imagens ganham movimento, se tornando quase um filme, por que é isso que um vídeo é. Do mesmo modo que uma reta é um conjunto de pontos tão perto um do outro que não sobra espaço, um vídeo é um conjunto de fotos sequenciais com nenhum espaço vazio entre elas. Pode-se utilizar imagem por imagem (o chamado Quadro a Quadro) ou bloco por bloco. Desse jeito, a edição de tais vídeos é feita de modo fácil e rápido.
Seguindo o MPEG, temos MPEG-2, MPEG-3 e MPEG-4.


A figura acima mostra o que cada um representa, nada mais do que uma taxa maior de compressão e/ou qualidade. Fugindo a regra temos o MPEG-3 (MP3), que é um formato exclusivo pra áudio. E é por causa desse maldito MP3, que a confusão foi feita. Ora, eu compro um aparelhinho do tamanho de uma caneta, e ele toca musicas. O vendedor me diz que ele é um “MP3”, quando na verdade, ele é um MP3 Player (reprodutor/tocador de arquivos no formato MP3/MPEG-3). Mas nada de errado nisso, afinal, nós assistimos a TV, e não ao aparelho retransmissor de imagens televisivas. Escutamos o rádio, e não ao retransmissor de freqüências de rádio. O mesmo ocorreu com CDs, Dvds e, obviamente, com os MP3.
Bom, depois disso, surgiram os MP4s. Idênticos aos MP3s, só que também tem a função de reproduzir vídeos, e (olha só que burrice de quem inventou isso) muitos deles, nem mesmo reproduzem o formato MPEG-4, os primeiros mal suportavam os formatos básicos, .avi .mov e etc. Com esses aparelhinhos vendendo feito tamagoshis pra meninas emo japonesas, nada mais natural que pensar no próximo passo. Adicionar mais funções. A fixação japonesa de fazer as coisas menores e com mais coisas os levou a adicionar tanta coisa no aparelho, que escrever todo o nome na caixa, também pequena, não era viável, então alguém veio com a idéia de por MP5/6/7/8... Um número a mais pra cada função além de áudio e vídeo.
O que esse burro não entendeu, é que ele começou a contar do 4, mas só tinha duas funções, Áudio (1) e Vídeo (2), então a bosta da idéia dele deveria ter ido por água abaixo. Mas passou adiante (dizem as más línguas que é por conta de um problema dos japoneses, que eles têm certas partes pequenas, e por conta disso, criam as coisas menores, pra quando precisaram comparar, dizerem “mas o meu é maior que um mp9”!) e assim nós temos um número extra pra cada função.
Bem, eu recentemente adquiri um desses MPX. Vamos ver até onde ele vai.
Ele tem música e vídeo, então obviamente esses dois valem por quatro. MP4.
Tem vizualizador de imagens (5), TV (6), Radio (7), tira foto (8), filma (9), tem joguinho (10), tem outro joguinho (11), tem bluetooth (12), webcam (13), pendrive (14), recebe mensagens SMS (15), MMS (16), envia mensagens SMS (17), faz Ligações (18), recebe ligações (19), faz isso em dois chips, então vamos logo pro 23, grava áudio (24) e grava vídeo (25).
WOW!!!! Tenho um MP25! Ganhei, vô mais não.

C ya.

Que é isso? Ahhhh... e não é que é um blog!!

Um amigo me perguntou ontem “e aí cara, e o teu blog?”.
Eu disse que estava com preguiça, que tava sem inspiração, sem paciência e etc. Ou seja, todos esses “sems” e “coms” que inventamos quando não queremos fazer algo. Logo depois ele me jogou a realidade na cara “Então tira essa porra do ar caralho!”. E foi assim que decidi retomar e redirecionar o blog.
Retomar por que vou passar (pretendo, pretendo e só pretendo) a atualizar com regularidade.
Redirecionar por que percebi que isso é de verdade um BLOG!!! Cara, um blog!!! Posso escrever o que eu quero, posso finalmente destilar meu rancor pra o mundo (de talvez não mais que dez pessoas), indicar musicas que só eu gosto, comentar sobre qualquer outra bobagem e até falar palavrão gratuito! CÚ! PORRA! Unn, isso é divertido, tenho que tomar cuidado pra não me empolgar. Vou também falar dos meus passatempos, RPG, Quadrinhos e adjuntos. Claro que trabalhos pessoais (se eu criar coragem/perder a vergonha) também vão aparecer.
Então meu(s) caro(s) leitor(es?), de agora em diante, Um Copo de Caos vai realmente virar um caos, minha persona caótica vai tomar conta, e inaugurarei algumas novas seções neste humilde blog.

Abraços, e até a próxima.

Saudade...

Madrugada...
fria...
silencio...
rede...
deitado...
balançando...
ínsone...
inquieto...
angustiado...
ansioso...
cansado...
sozinho...
incompleto...
triste...
pensativo...
você...
sorriso...
saudade...
carinho...
saudade...
olhar...
saudade...
cheiro...
saudade...
toque...
saudade...
beijo...
Paixão...
calmo...
rede...
frio...
sono...
sonho...
você...
juntos...
saudade...
saudade...
sauda...
sau...
s...

Espero!
 
Free Domain Name - www.YOU.co.nr!