sexta-feira, 17 de abril de 2009

Dias - Sítio

Ele não tirava os olhos dela...

Olhando contra a luz dos faróis do carro, sua presença era quase sobrenatural, como uma aparição, perfeita em sua magnitude. Insistiu pra que ela entrasse na piscina. A água, escura e de aparência suja, vinda de um riacho desviado e devidamente barrado, parecia gelo. O frio o incomodava, seus pés já estavam enrugados e quase dormentes, mas mesmo assim ele fazia de tudo pra não demonstrar o desconforto, queria, mais que tudo, ficar essa última noite com ela.

Ele insistiu, e insistiu. Ela cedeu, também queria ficar o máximo de tempo com ele. Ela se abaixou, ele a segurou pela cintura, e, devagar, a trouxe pra dentro da gélida piscina. A camada superficial da água rompeu-se num estalo surdo. Ela tremeu, e suspirou, e reclamou, mas assim que os dois ficaram juntos, olho no olho, nem todo o frio do mundo poderia separá-los, não naquele momento. Eles se beijaram, repetidas vezes, hora com carinho, hora com apreço, hora devagar, mas sempre com paixão. Ele a puxou pra junto de si, a beijou e abraçou, com força. A envolveu com os braços, a trouxe pra tão perto que sentiam o arrepio da pele um do outro. Tudo era tão surreal, tão magnífico, e apesar de tudo que ela havia dito na noite anterior, ele sabia, tinha certeza absoluta, que ela também estava sentindo o mesmo. Amor.

Ela o beijava tão intensamente que o surpreendeu. Sua mão o apertava, procurava ao mesmo tempo carinho e calor. Ele a levantou, ela o enlaçou com as pernas. Passeavam pela piscina escura, amigos bebiam e cantavam, dançavam ao som de músicas que ele não reconhecia, e que se reconhecesse, de certo desgostaria, mas não dava atenção a mais nada, só a ela. O frio aumentava do lado de fora.

Passaram bons minutos na piscina, o frio se tornou insuportável, e ele teve que admitir que fora derrotado, agora era a vez de ele ceder, e saíram da piscina. Sem muitas opções, e querendo ficar a sós com ela, sugeriu que fossem para o seu carro. Pra sua surpresa e alegria, ela aceitou. Percorreram a passarela coberta de lodo de mãos dadas, ele lhe cedeu sua toalha, o vento frio quase o derrubou, mas ele resistiu. O carro estava perto, e começou a vislumbrar as possibilidades e implicações daquilo. Ele e Ela, pela primeira vez, sozinhos em tanto tempo, agora maduros, e com vontades a tanto controladas aflorando. Chegaram ao carro. Ele disfarça o tremor nas mãos como culpa do frio.

Enrolada na toalha branca, ela se sentou ao lado dele, se mostrava muito mais calma e a vontade do que ele. Ele mais que tudo queria estar ali, mas tinha medo. Medo de criar expectativas, medo de não corresponder a essas expectativas, medo de fazer alguma bobagem e estragar tudo, de novo. Ela agora despia-se da toalha que a aquecia, ficando apenas com um pequeno short jeans, e a parte de cima de um biquíni azul celeste. Que visão esplendida!
E foi assim que o medo, tão de repente quanto veio, se foi. Pra ele, todos os temores eram irrelevantes, tudo o que ele queria estava ali. Ela estava ali, na sua frente, linda. Ele a beijou, como havia beijado várias vezes antes, mas esse tinha um sabor especial , esse era, sentia ele, o beijo decisivo, o beijo que definiria tudo. Sabia disso. Apertou-a na cintura, subiu devagar a mão pelas suas costas. Ela o mordia, de leve, e carinhosamente atrapalhado, ele tentava baixar os bancos do carro, mas o entusiasmo quase infantil e a excitação de adolescente não o deixavam calcular os movimentos... Ele estava adorando isso. Sorria para si mesmo.
Ela o ajudou a baixar os bancos. Ele se deitou pra recuperar um pouco de fôlego, e involuntariamente a puxou pra junto de si. Ela veio, devagar, linda, dominante e provocante.

Beijou-o devagar, e ficou por sobre ele.
Ele acariciava o seu rosto, ela o beijava.
Ele a apertava, ela o mordia.

Ele acariciava a sua nuca, mas, nervoso, às vezes apertava com força, ela apenas sorria, e o beijava ainda mais. Ele desceu as mãos pela sua cintura, acariciou-lhe as coxas, e sentiu-as ainda arrepiadas do frio da água. Ela por várias vezes tomava o controle, e o provocava. Ele adorava isso.

Devagar, ele a puxou pra cima de si, e eles se agarraram ainda mais. Ele já não tinha pudor, pudor não cabia mais nessa altura. Mordiscava o pescoço seu de leve, e muitas vezes parava para olhar, como quem quer confirmar se está tudo acontecendo ou se é um sonho, um sonho do qual não queria acordar. Ela sorria, linda como sempre, e ele a beijava de novo. Ele percorria o corpo dela com as mãos, frenético, acariciava as coxas, apalpava a bunda, apertava a cintura, mordia e beijava a barriga. Ela se insinuava, o apertava contra o banco do carro, beijava-o como quem tem sede...

E, na escuridão quase total, quebrada pelas luzes do rádio que ele ligara com o joelho, eles estavam sozinhos, mesmo com muitas outras pessoas perto. Ela o seduzia, o beijava, ela mordia os lábios dele, ele já sentia a dor das mordidas, mas eram dores que o faziam sentir que tudo aquilo era verdade. Ela mexia o ventre sobre ele, e ele a puxava, a apertava, ela o beijava.
Ele se pôs sentado, e, devagar, levantou o seu soutien, ela apertava e puxava seu cabelo. Ele devagar beijou a sua barriga, foi subindo, mordendo, beijando, lambendo, acariciava-a ainda mais, hora as coxas, agora não mais arrepiadas da água, e sim da situação, hora a bunda, por baixo do short molhado e já devidamente desabotoado. Ela o beijava o pescoço, ele chegava aos seus seios. Os acariciou com as duas mãos, apertou. Ela suspirou, forte.

Ele beijou o seio dela...
Devagar, com paixão, mordiscou e lambeu, ela apertou o seu cabelo com força. Ele a levantou e deitou-a no outro banco. Beijou-a com vontade, coração acelerado, abraçou-a, puxou-a contra o seu peito, a beijava apaixonado. Desceu as mãos, agora já sem medo, ela o abraçava e o beijava, os dois suspiravam juntos. Ele demorou-se acariciando a sua barriga, desceu a mão esquerda pela sua coxa, dedilhou-a com as pontas dos dedos, devagar abriu as suas pernas. Ele agora suava e o coração acelerava como nunca havia ocorrido em toda sua vida, devagar, ele abriu o zíper de seu short.

Ela suspirou mais forte.
Cada secção do zíper que descia era uma eternidade, ela o beijava, ele a beijava, ansiosos. O zíper chegou ao fim e ele a olhou no olho. Parecia repetir o gesto do primeiro encontro, quando pediu-lhe um beijo. Ela nada disse. ele desceu a mão por baixo do short, por entre as suas pernas...

3 comentários:

  1. Nossa! Parabéns! Vc escreve muito bem! Tô adorando as histórias... Vou ficar viciada! Há tempos não via alguém escrever tão bem e aqui tão pertinho! Sucesso!

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