sexta-feira, 13 de março de 2009

Eletronik




quarta-feira, 11 de março de 2009

Vida Boêmia

De um grande amigo, daqueles que só se encontra onde e quando não procura, meu bom e velho Putil do Mato... Virgílio Gazire:




Vida Boêmia


Tenho por meu palácio as longas ruas,
Passeio a gosto e durmo sem temores...
Quando bebo, sou rei como um poeta,
E o vinho faz sonhar com os amores.
ÁLVARES DE AZEVEDO


Eu bebo todo o vinho que me é oferecido,
E me delicio com a visão de tantas belas,
Com o cigarro à mão recito alguma coisa,
E logo em minha casa se fecham as janelas...

Não nego que a carne muito me seduz,
Sou filho do amor, minha vida é o prazer:
E se à noite me morde a febre da luxúria
A musa de alva pele vem aqui se enrubescer...

Quando bebo, ergo o copo aos meus amigos,
Sei que é difícil levar existência tão sofrida:
Quase sem riquezas e de amores condenados;
Mas se os tenho não há como reclamar da vida!

Bem sei que me falta muito ainda a aprender,
Mas coisa ou outra o tempo me ensinou:
Não me abalo por nenhum perfume feminino
E nem pelas lágrimas de alguém que nunca amou!

Não costumo cultivar nenhum mau sentimento
Mas também não me permito ser alvo de injúria
Se alguém me fere, por mais forte e vil que seja
Há de conhecer no mesmo instante a minha fúria!

Se viva alma, que seja por descrença ou por vaidade
Quiser provar que minto nos versos que estou a dizer
Que venha tirar minha suposta fantasia de poeta,
E me verá a sorrir, molhar a pena e tornar a escrever...

terça-feira, 10 de março de 2009

Dias - Capítulo Um

O Dia Seguinte

Acordou com um sorriso no rosto, e forçou a memória em busca do dia de ontem, teria sido um sonho ou era real? Tinha que ser real, desejava que fosse real, ainda sentia o cheiro dela, podia visualizar cada pedaço do rosto dela, sentia o toque das suas mãos... Era real! Levantou-se e foi tomar café.
Pouco fez durante o dia, tudo parecia tedioso demais, não conseguia terminar nada, a comida não abria o apetite, as horas passavam devagar demais e a todo momento ia pra fora e espiava o movimento, quem sabe ele a encontrava. Foi mais longo dia que já tivera.
À noite ele tomou banho por quase trinta minutos, penteou os cabelos com esmero, escolheu uma roupa que não usava normalmente e perfumou-se, coisa que nunca fazia. Olhou para o espelho como quem espera aprovação, fez algumas poses, respirou fundo pra tomar coragem e saiu de casa.
Seus amigos já estavam na porta esperando para saber o que ocorrera no dia anterior, e ouviram tudo em detalhes tão precisos que ficaram impressionados, mas quando ele respondeu que não haviam se beijado, todo o trabalho que teve ao pentear os cabelos foi por água abaixo, pois o agarraram e o sacudiram e o despentearam. Isso normalmente teria resultado em alguns socos e xingamentos, mas ele apenas se recompôs e sorriu. Olhava incansável para o fim da rua, onde um grupo de meninas conversava e ria alto, mas não conseguia identificar ela no meio do grupo, e começou a pensar se só ele havia sentido tudo aquilo no dia anterior, ou se tinha imaginado coisas.
Passaram algumas horas, e as brincadeiras que geralmente o faziam rir agora irritavam, músicas que o agradavam agora causavam dor de cabeça, e ele estava ficando irritado com tudo que normalmente fazia nas suas noites de férias. Um amigo o indagou sobre o motivo da insatisfação, e teve como resposta um “nada não” choroso, seguido de um suspiro. Os amigos agora falavam do episódio do desenho favorito de todos, e ele apenas olhava pra cima com as mãos nos bolsos, imaginando o que tinha feito de errado. Seria por causa do beijo no rosto? Ela estaria pensando que ele não quisera beija-la? Se fosse, ela entendera errado, ele apenas queria saborear mais algum tempo a paixão que o arrebatou na noite anterior, queria beija-la sim, mas queria que fosse em um contexto mais apropriado, queria dizer as palavras certas na hora certa, queria que fosse mágico e inesquecível. Mas parece que havia feito a escolha errada.
Seus pensamentos foram interrompidos por sorrisos vindos do grupo de meninas, e mais uma vez ele olhou esperançoso para elas, mas não a encontrou. Com os olhos tristes olhou para os amigos e tentou esquecer da noite passada com piadas e brincadeiras, mas tinha mais vontade de chorar do que de sorrir. E percebendo a tristeza do amigo, alguém sugeriu que fossem pra outro lugar, e todos foram, menos ele. Deu um ultimo olhar para o fim da rua, e abriu a porta de casa, não queria sair de lá nunca mais. Sentou-se no escuro, e liberou a raiva e a tristeza com socos no chão.
Depois de alguns minutos, levantou-se e bebeu água, quando ouviu palmas vindas da porta. Guardou o litro e foi ver que chamava.
Era um dos amigos, e lhe trazia um recado. Ela não pode sair hoje, disse ele, mas pediu pra você ir lá.
Ele agradeceu o garoto, e mandou avisar que estava indo. Arrumou o cabelo de novo, se recompôs, abriu a porta e olhou em direção a casa dela, e dessa vez a viu. Estava debruçada por sobre um gradeado, olhando parar ele. Via apenas a sua silhueta, mas sabia que era ela. Devagar caminhou para o fim da rua, tentando conter a ansiedade, e pensando no que dizer. Passou pelo grupo de garotas, que sorriam e murmuravam, e chegou em frente à grade.
Ela estava de cabelo preso, com uma blusa branca e saia. Suas mãos estavam juntas, em concha, olhava para baixo enquanto balançava a perna esquerda um pouco levantada. Parecia mais linda que nunca, mesmo estando menos arrumada que na noite passado. Ela levantou o rosto e sorriu, tímida. Ele disse boa noite.
Ele colocou as mãos entre as dela, e finalmente sentiu-se calmo. Olhou-a por alguns segundos, percorrendo todos os detalhes do seu rosto novamente, como que querendo saber se todos estavam lá. Ela sorriu novamente, e ele sentiu as pernas tremendo e o coração acelerando, mas era uma sensação gostosa, um medo benéfico, fazia-o sentir-se mais vivo que nunca. Retribuiu o sorriso, e levou a mão direita ao rosto dela, acariciando-a com a parte de fora dos dedos. Ela fechou os olhos.
Ele agora tocava o rosto dela com as pontas dos dedos, em movimentos leves e delicados, sentia aquele rosto como se fosse um cego sentindo algo, memorizando cada curva e detalhe. Passou pela orelha, desceu para a nuca, pescoço e ombros, com o indicador e o polegar segurou o queixo, ela agarrou sua mão e apertou forte. Aproximou-se devagar, viu quando ela molhou os lábios, encostou a testa na dela, os narizes se tocando, ambos respiravam fundo, as bocas separadas apenas por milímetros, mas ele já sentia o gosto dos seus lábios, colocou a mão esquerda na nuca dela, e acariciou levemente. Abriu os olhos e perguntou se podia beija-la, e o silêncio foi sua resposta, e ele tomou isso como um sim. Prendeu a respiração e moveu a boca em direção à dela, a distância entre os lábios era mínima, mas o tempo que ele levou para percorre-la pareceu enorme, mas finalmente as duas bocas se tocaram. Primeiro ele beijou o lábio inferior, seus dois lábios molhados e trêmulos apertando-o suavemente, num beijo preliminar, depois mordeu devagar, enquanto acariciava a nuca dela, e soltava o ar preso nos pulmões lentamente. Beijou o lábio inferior novamente, agora com mais vigor e passou a língua por ele devagar. Ela suspirou, e apertou a mão dele com entusiasmo, enquanto retribuía o beijo. Era a primeira vez que ela beijava alguém, mas foi um dos melhores beijos que ele já deu. Por alguns minutos continuaram aos beijos, hora mais curtos e suaves, hora mais longos e profundos, e em sincronia pararam. Não disseram nada um ao outro, deixaram que os olhos falassem. Eles diziam eu te amo.
Despediram-se com um pesar enorme, passaram apenas alguns minutos juntos, queriam poder se abraçar, queriam poder dizer tudo que sentiam. Perguntou se ia vê-la no dia seguinte, e combinaram tomar sorvete. Ele sorriu, deu um ultimo beijo na testa, esperou ela entrar, e foi pra casa. Deitou-se na cama, satisfeito, deu um sorriso, suspirou, e dormiu. Sonhou a noite toda com ela.

domingo, 8 de março de 2009

Dias - Prefácio

Eles se conheceram através de amigos. Ele tinha dezesseis, ela tinha treze. Ele já conhecia o namoro, ela nunca havia beijado alguém. Ambos nunca tinham se apaixonado de verdade, ambos eram tímidos, ambos saíram de casa naquela noite sem nenhuma pretensão, nenhum queria estar lá. Nenhum deles esperava encontrar o amor dessa maneira...
Sentaram-se a uma distância razoável um do outro, e nos primeiros minutos somente ele, um pouco menos tímido, falava. Ela apenas o observava, mais preocupada se a mãe apareceria, ou em saber o que suas amigas achavam dele. Ele falava sem parar, às vezes sobre o cachorro, às vezes sobre a escola, mas nada realmente interessante, também estava nervoso, pensando na prova que faria no outro dia, ou no que aconteceria se seus amigos aparecessem de repente. Nenhum dos dois estava realmente gostando da situação.
Passou-se uma hora, ele já estava suado, e ela bocejando. A todo minuto ela olhava de um lado para o outro, a procura de algo que parecia não estar em lugar nenhum. Ele por sua vez já havia desistido de achar algo interessante pra falar, e agora contava histórias aleatórias que apareciam em sua cabeça com rapidez alucinante, e ela, que já não falava muito, ficou mais quieta ainda. Parecia que nada poderia quebrar a camada de ar espesso e gélido que se formava entre os dois.
Ele agora parara de falar, e escutava ela dizendo que não podia estar ali, que sua mãe a repreenderia se a visse sentada sob um pé de acácia, conversando com um garoto desconhecido. Disse que tinha que ir embora. Ele não fez objeção alguma, na verdade já pensava no que ia fazer agora que aquela situação embaraçosa havia chegado ao fim. Fingiu tristeza pelo fim da “agradável” conversa, levantou-se primeiro, pois havia apreendido que era assim que cavalheiros se portavam, e ofereceu a mão em ajuda para levantá-la. Ela, relutante, estendeu a mão, e ele a puxou com pouca delicadeza. Agora estavam de pé, de mãos dadas, e aquilo parecia tão natural, que passaram quase um minuto inteiro desse jeito, apenas olhando-se nos olhos. Esse um minuto pareceu imenso para ambos. E pela primeira vez na noite ela sorriu. Era um sorriso estranho, que demonstrava vergonha e alegria ao mesmo tempo, sorriso acompanhado de olhos piscando e um longo suspiro. E ele se encantou com aquela expressão singular, e de repente não queria mais soltar as mãos dela.
Ele rompeu o silêncio, primeiro com um gaguejar impronunciável, depois com um sorriso desconcertado seguido de mais sons estranhos, que ao invés de assustá-la, fizeram-na sorrir mais uma vez, e os dois sorriram juntos de nada, um sorriso gostoso e relaxante. Ele sentou pra tentar se acalmar, e ela acompanhou-o, sentando quase ao seu lado. As mãos continuavam entrelaçadas. Ele agora olhava atentamente o rosto dela, e se perdeu nos detalhes do mesmo, um sinal, uma pequena cicatriz, as orelhas assimétricas, o nariz com um leve avermelhado, os lábios finos e atraentes, os olhos brilhantes e castanhos, o pescoço comprido, e tantas coisas que poucos notariam, mas que para ele eram como obras expostas em um museu. Ele apertava delicadamente as mãos dela a cada novo detalhe.
Ela havia esquecido o medo da mãe, e agora falava. Falava e ele concordava com tudo, com um aceno da cabeça ou com um “uhum” por entre os lábios que sorriam involuntariamente. Ela o olhava com curiosidade, parecia procurar algo no rosto redondo e bonachão dele, e por varias vezes fixava o olhar nos lábios dele, e suspirava.
Por mais duas horas conversaram, e apenas conversaram, mas agora qualquer assunto parecia interessante, fosse sobre o cachorro ou sobre as fôrmas de gelo redondas que ela tinha. Falaram sobre escola, filmes e música, e não tinham sequer uma preferência em comum, mas não parecia importar, compartilhavam algo muito maior, compartilhavam calafrios e olhares, batidas de coração aceleradas e carícias nas mãos, suspiros e sorrisos. Estavam apaixonados.
O tempo passou tão rápido que eles não perceberam que já não havia mais ninguém na rua. Era hora de entrarem. Ele a levou até a porta de onde ela morava, conversaram por mais alguns minutos e se despediram. Com as mãos dadas a altura dos ombros eles se olharam nos olhos mais uma vez. Ele aproximou seu rosto do dela, os narizes se tocaram uma vez. Ela apertou as mãos dele com força, e as baixou, agora eles estavam a apenas alguns centímetros um do outro, o queixo dela tocava levemente o peito dele. Enquanto ele olhava pra baixo, ela havia fechado os olhos. Ele apertou as mãos mais uma vez, mordeu os lábios, respirou fundo e puxou-a para junto dele, podiam sentir o coração um do outro num palpitar desenfreado. Olhou-a uma outra vez, ela mordia os lábios e estava ofegante, esperava o primeiro beijo. Ele disse boa noite, e a beijou, no rosto.

Sonâmbulo

sexta-feira, 6 de março de 2009

Dramomatopéia

Num dia comum, no consultório do renomado médico alemão Dr. Huumpf, um paciente que parecia ter sido curado, retorna:

- Bom dia doutor.
- Bom dia meu caro, como estamos hoje?
- Nada bem doutor, nada bem.
- Mas o que aconteceu?
- Estou em desuso, meu bom doutor.
- Desuso? Explique-se melhor, por favor.
- Doutor, ninguém mais me usa. Sou ultrapassado.
- Ora não diga isso, tenho certeza que muitas pessoas ainda precisam de um bom sorriso!
- Claro que precisam doutor, mas essa nova geração de sorrisos... Essa bosta de nova geração de sorrisos... Eles são, no mínimo, esquisitos.
- Defina esquisitos.
- Esquisitos! Diferentes!
- Calma, não se exalte. Vamos fazer assim, conte do início e trabalharemos em cima dos fatos.
- Tudo bem doutor, tudo bem.
- Fique a vontade, relaxe e conte.
- Começou já tem um tempo doutor, mas eu não queria acreditar. Não me leve a mal, mas eu sempre fui bom em meu trabalho. Sempre que alguém precisava escrever um belo dum sorriso, uma risada gostosa, e até de uma gargalhada, lá estava eu. Sempre fiz meu trabalho como deve ser feito, nada complicado. Um Agá, um Á, outro Agá, outro Á, mais um Agá, mais um Á. Básico. HAHAHA. Esse sou eu doutor, HAHAHA.
- Sim, eu lhe conheço, não se lembra que tivemos várias sessões de terapia familiar, você, seu irmão HEHEHE, por causa de todo aquele problema de, digamos, preferências não ortodoxas de seu irmão HIHIHI?
- Nem me lembre desses dois, doutor, que desapontamento, como uma risada infantil foi virar uma risada de vi...
- Que é isso senhor HAHAHA, vai estragar todo nosso tempo de terapia, já lhe disse que é perfeitamente normal que ele se sinta atraído por outros tipos de onomatopéias.
- Eu sei doutor, mas é que ele se envolveu com um tal de Ouch!, Passam o dia trancados no quarto, é Ouch! Pra lá, HIHIHI pra lá... Assim não dá doutor!
- Deixemos isso pra depois meu jovem, continue seu raciocínio.
- Então doutor, como eu disse, sempre fiz meu trabalho direitinho, tudo nos conformes. Sem correr riscos, eu sei, mas também sem causar problemas. E foi então que aquele mauricinho americano apareceu!
- E quem seria esse?
- O BWAHAHA.
- BWAHAHA? Não me parece tão diferente de você.
- E não é! Olha que absurdo! Ele me copia! Só apareceu com uma letra nova, dessas que nem tinha no nosso alfabeto antigamente! Como eu ia saber que queriam um Dáblio numa risada, se nem existia Dáblio naquele tempo? Como doutor, me diga!
- Calma, não foi sua culpa, recomponha-se.
- Desculpe doutor. Mas é que eu investi tanto em marketing pessoal, pra fazer as pessoas entenderem que Agá mais Á tem som de RÁ.
- HUUMPF!
- Mas continuando, esse mauricinho me roubou vários empregos. Primeiros em gibis, os jovens já não gostavam do simples e direto, queriam novidades. Eu não me magoei, entendi, na verdade nem me chateei, afinal, ainda tinha bastante trabalho. Festas de crianças, palhaços, revistas infantis. Mas então doutor, mas então... Então veio a internet... Ela acabou com tudo!
- Conte-me mais sobre isso.
- As pessoas começaram a usar cada vez mais o BWAHAHA, e logo depois seu primo MWAHAHA veio seguindo a onda. E depois de um tempo, nem revistinhas me queriam mais. Fiquei sem emprego, sem pagar aluguel, se não fosse o meu irmão HEHEHE que havia arrumado um emprego fixo numa série de desenhos, como a risada de um velhinho meio excêntrico, eu teria morrido de fome!
- Você realmente me parece mais magro.
- É doutor, emagreci tanto que virei HAHA. Pra piorar tudo!
- Piorar tudo? Você me parece bem em forma como HAHA.
- Que nada doutor, é só aparência. O pior é que HAHA! É uma risada patenteada, lá daquele desenho da família amarela, aquele que faz muito sucesso.
- Sei qual é, um homem de meia idade obeso e obtuso vivendo com uma filha hiper-dotada, um delinqüente, uma mulher com sérios problemas de atenção, e uma criança que parece não crescer. Que família!
- Essa mesmo doutor. Aparentemente existe um personagem que sempre que alguém se dá mal diz HAHA!. Imagina isso doutor, fui patenteado! E nem voltar a minha antiga forma, eu posso, quando fiz meus primeiros HAHAs, uns brutamontes pensaram que eu estava mangando deles, e me espancaram. Pobre de mim doutor.
- Situação difícil meu caro.
- E põe difícil nisso doutor. Mas isso ainda não é o pior.
- E como não?
- Claro que não. O pior veio depois.
- HUUMPF.
- Depois disso tudo, apareceu um tal de KKKKKKKK.
- E o que é isso? Um canto de alguma ave tropical?
- Nem! Dizem que é um sorriso.
- Ultrajante. Nem mesmo soa como um.
- Pois não é? Eu disse a mesma coisa. Meu único consolo é que o BWAHAHA morreu de overdose, e o primo dele ta foragido.
- HUUMPF!
- Sei que não devia pensar mal dos outros, mas as risadas deles eram extremamente provocativas.
- Huumm...
- Doutor, esse KKKKKKKK me pôs em maus lençóis. Ninguém me usa mais! Estou sem emprego, sem futuro.
- Não diga isso, outros também enfrentaram esse problema e perseveraram.
- Cite um doutor.
- Vejamos. Que tal o bom e velho Bang!? Ele ainda está por aí.
- Mas não foi como devia. Ele virou matador de índios no Velho-Oeste. Eu sou muito pacífico, fui criado pra sorrir.
- Arf?
- Também não, cachorros hoje até falam!
- Mesmo assim, existem soluções.
- Eu sei doutor, e na verdade vim até aqui com uma solução pronta.
- Que ótimo! E qual seria?
- Vou me tornar outra onomatopéia.
- Inteligente. Mas isso é possível?
- Vamos ver.
- Por que está indo até a janela?
- Pra apreciar a vista doutor.
- Cuidado, são 45 andares.
- Eu sei.
- PARE! Que loucura! Desça desse parapeito.
- Tudo bem doutor, é parte do plano. Até mais tarde.

A
A
A
A
A
H
H
H
H
H
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SCATAPLOFT!!

...

Minutos depois:

- Acorde! Acorde!
- Doutor! Deu certo doutor? Mudei? Sou uma nova onomatopéia agora?
- Sim, você é.
- Então estou bem. Mas por que essa cara?
- huumpf...
- Doutor?
- Você... Você não está bem.
- Mas doutor, eu me sinto bem!
- Sim, mas você pulou de muito alto.
- Muito alto?
- Isso. Se fosse só um PLOFT, eu poderia lhe ajudar. Mas um SCATAPLOFT... É muito sério.
- Sério? Sério quanto?
- Só tens alguns segundos de vida. Já chegaram os COF COFs. Eles nunca são bom sinal.
- COF. COF COF. Doutor... UGH.
- Passou pra o UGH. Só falta o GASP.
- Doutor.. GAS... GAS...
- Calma... Acho que tenho a solução.
- Doutor... diga o que eu devo... UGH. COF COF.
- Sorria.
- Não entendo doutor.
- Sorria! Vamos, uma vibrante gargalhada.
- Mas não tenho motivo... GAS...
- Vamos! Sorria! Só falta um Pê pra um GASP completo. Pense em algo divertido!
- Ah... UGH
- Isso, continue!
- aha... COF COF.
- Mais um pouco!
- ahahaha… ahahahah
- HUUMPF! Só isso não é o bastante!
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!
- Mais! Mais!
- KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
- Isso! Assim mesmo! Pronto, ponha-se de pé!
- Doutor! Estou bem!
- Sim, novo em folha, e até melhorado.
- Sou HAHAHAHAHA agora.
- Sim. Mas me diga, em que pensou pra soltar tal gargalhada?
- Pensei o quanto devia ser engraçado eu ter me jogado de um prédio pra virar outra coisa, e ser salvo pela risada que eu odiava.
- Isso é, sem dúvida, deveras embaraçoso.
- Mas doutor, como sabia que sorrir me salvaria?
- Simples meu caro. A dor de um PLOFT, até mesmo de um SCATAPLOFT, logo se acaba. Já uma boa risada, essa dura pra sempre.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Manual do Metiroso.

Capítulo 00 - Não Minta!

Isso mesmo, Não minta. Nunca Minta. Mentir faz mal a saúde e faz crescer o nariz. Voce deve sempre dizer a verdade, mentiras sempre atraem mais mentiras, mais problemas, nada de bom pode sair de uma mentira. Se você não quer acabar com sua vida, pegar fama de mentiroso, não minta!

Dito isto, prossigam por sua conta e risco ao capítulo 01.


Capítulo 01 - Sempre diga a verdade.

Nem que seja só uma parte dela... A melhor mentira é aquela que tem em grande parte uma verdade. Não invente nada, apenas altere as pequenas partes nescessárias. Criar algo do nada, além de difícil pra quem não tem criatividade, é perigoso. Qualquer um pode lhe entregar, desmentir e o diabo a quatro. É mais fácil dizer que estava em tal lugar se você realmente foi a esse lugar. Lembre-se que sempre alguém conhece alguém que conhece o primo de alguém que namora com a cunhada de alguém que foi pro lugar, e disse que não te viu lá. Se você esteve lá, pode confirmar que o garçom tava vestido a cueca por fora, que fulano brigou com sicrano e etc. Já se você não esteve lá...

quarta-feira, 4 de março de 2009

6 coisas, 6 links...


Seguindo a hype (e por que senão a LaíZ me bate...)

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1 - Durmo com nove lençóis (pelo menos), um pra baixo do pescoço, um pra cada lado da cabeça, um pra cobrir os olhos, um só pros pés, outro pra baixo dos joelhos, e o resto pro resto.

2 - Reprovei na 8ª série, Religião e Matemática, hoje gosto muito (e sei alguma coisinha) de matemática, mas ainda odeio religião.

3 - Tenho a orelha direita maior que a esquerda.

4 - Conto as coisas. Sempre conto as coisas. Fico parado, contando telhas, janelas, portas, qualquer coisa, fazendo e procurando padrões. Pra dormir conto meus dedos, em sequências e "MdCs" diferentes.

5 - Eu realmente gosto de Moskau!

6 - 90% do que dizem que eu menti, eu não menti. 90% do que eu menti, ninguém sabe.

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CremE
Z
LaídiZ
Pikachu
Gau (Cássio)
Meu 8


Done, now its with you!
 
Free Domain Name - www.YOU.co.nr!